Lula presidente! Para aprofundar a transformação social e a soberania nacional


Neste próximo domingo dia 2 de agosto a militância petista e os persistentes eleitores de Lula estarão acompanhando um importante evento: a Convenção do Partido dos Trabalhadores indicando o presidente Lula como candidato da Federação Brasil Esperança (PT, PV e PCdoB), a disputar a reeleição para presidente no pleito de 4 de outubro de 2026. Uma candidatura que tem o consenso absoluto e histórico na Federação, pois, pela primeira vez, PSB e PDT decidem marchar com Lula já no 1º turno.

Estas eleições assumem uma importância significativa tendo em vista o peso político e econômico do Brasil para a América Latina; será uma possível trincheira para conter o avanço eleitoral da direita no continente. O Brasil assume importância relevante em virtude de possuir uma das maiores reservas de terras raras do mundo, petróleo e minerais; é um país na vanguarda das energias renováveis; riquíssimo em biodiversidade, com a dimensão da Amazônia; é um país continental; com uma população significativa, podendo, com tudo isso, voltar a se re-industrializar. Estão dadas as condições para, no próximo período, com o Governo Lula, o país elevar a renda média da população, construindo uma relação de ganha-ganha com outros países através do BRICS e os laços políticos e econômicos construídos pela diplomacia brasileira e o Governo Lula.

Mesmo não havendo consenso no eleitorado é perceptível cada vez mais que a população vê com desconfiança os métodos utilizados pela extrema direita no seu radical anti-patriotismo e pró imperialismo. Já o governo Lula, seguindo e aperfeiçoando os 2 mandatos anteriores, aposta sobretudo na redução da desigualdade social, na saúde, no transporte coletivo, na segurança da mulher, no aumento de renda do trabalhador, no desenvolvimento econômico. É o idealizador de várias medidas sociais importantes, como o Pix, o Plano Brasil Soberano criado para proteger empresas exportadoras e o setor produtivo contra as sobre-tarifas impostas pelo governo Trump a pedido da família Bolsonaro.

Muitos esforços são necessários para elegermos uma bancada progressista forte para o Parlamento e Senado, dado que 86% dos atuais parlamentares concorrerão novamente aos cargos e a aberração do orçamento secreto está sendo utilizado para manter o status quo. Por isso, a estratégia de Lula de destinar quadros políticos de peso social e aumentar a representatividade no Congresso Nacional e nos governos de estado é necessária.

A Convenção de São Paulo que referendou a candidatura de  Fernando Haddad, para disputar o governo do maior polo industrial e populacional como São Paulo contra a extrema direita bolsonarista de Tarcisio de Freitas, foi uma mostra de como a militância deverá se posicionar neste processo: Voto, olho no olho, nas ruas, nos debates e em cada canto, onde for necessário para garantir a eleição dos candidatos da esquerda. Tanto Lula quanto Haddad são os que melhor representam as aspirações de boa parte do povo brasileiro; e este último mandato de Lula tem sido, aos olhos da maioria, de aprovação pelas políticas públicas implementadas beneficiando vários setores das categorias de trabalhadores e sociais; e porque se mantém firme em declarações de resistência e defesa da soberania contra a ingerência do governo Trump que, novamente impôs tarifas de 25% contra setores essenciais da economia com o objetivo de provocar uma crise e criar um desgaste no governo Lula.

O projeto da extrema direita de Flávio Bolsonaro despenca cada vez mais nas pesquisas, recorre ao imperialismo para que adote medidas e ataques contra as instituições para influenciar nas eleições e manter os privilégios da sua família, sem nenhum projeto político de desenvolvimento. Essa mesma ingerência dos EUA é a que afunda países do continente latino-americano, como a Argentina do sionista Milei, governada abertamente pelo FMI, e ocupada descaradamente, à surdina dos meios de comunicação, por navios petroleiros de Israel e militares da Inglaterra na zona das ilhas Malvinas. Tudo, em oposição à maioria do povo argentino que impulsionou o seu time de futebol a alçar o histórico cartaz das “Malvinas são argentinas” na vitória do jogo contra a Inglaterra. Invadir, dar golpes institucionais e eleitorais, como no Perú e Colômbia; esse é o projeto em execução da frente imperialista-sionista apoiada por Milei.

A palhaçada, ou pior, a “invasão” de Milei em território brasileiro, e as agressões verbais contra o presidente Lula e o juiz Alexandre de Morais, na Convenção do Partido Liberal apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro, são um gravíssimo atentado às normas internacionais. Lula, vítima de lawfare, esteve 580 dias preso injustamente, visitado por altas personalidades mundiais dos Direitos Humanos, e libertado pelo STF desmontou o juiz bolsonarista Moro e desmontou a “Lava Jato”. Enquanto que Milei reclamou visita a Bolsonaro, condenado a 27 anos por grave golpe de estado e violência institucional.  Milei, presidente de um país arruinado e esfomeado por sua política econômica liberal-fascista, acabou sendo um péssimo cabo-eleitoral para o PL de Bolsonaro.

Lula, após tarifaço de Trump, sabiamente responde num telefonema a Xi Jin Ping, presidente chinês, a aceleração do acordo comercial entre Mercosul e China, expansão e cooperação em tecnologia e áreas estratégicas e apoio entre ambos os países frente às pressões externas. Pressão visando usurpar as terras raras e o petróleo, é o que está por trás do tarifaço brasileiro, projeto do governo Trump que faz parte de sua estratégia política, de pressionar países e ocupar, como fez com a Venezuela e com as ameaças de invadir Cuba. A tentativa de enviar dois oficiais do Departamento do Estado americano para produzir um relatório questionando o sistema eleitoral brasileiro foi barrada pelo Itamaraty.

Porém, tudo indica que esta eleição não será tranquila. É condição fundamental uma ampla mobilização das instituições organizadas, com militância e vigilância permanente sobre o processo o eleitoral e proteção ao presidente Lula! O sionismo e o imperialismo rondam a América Latina e já estão influindo nos processos eleitorais fraudulentos a ponto de Fujimori ser eleita no Peru por uma diferença questionável de 50 mil votos, e Espriella na Colombia por cerca de 251 mil contra a dupla de esquerda, Ivan Cepeda e Petro. Como é possível um candidato ligado as milícias, entreguista, desqualificado, Flávio Bolsonaro, estar quase empatado nas pesquisas eleitorais com o Presidente Lula? A empresa Palantir, financiada pela CIA, está na Argentina e também no Brasil. É preciso denunciar todas as empresas que estão a serviço da inteligência dos EUA no Brasil.

Podemos dizer que não há paridade de armas entre a direita e o campo progressista, pois a direita sai em vantagem, contando com as bigtechs, com o apoio dos EUA, os veículos de comunicação tradicionais e os rentistas. Tem muita importância, o fato de que Lula, grande sintonizador direto do abraço e sentimento das massas trabalhadoras, tenha apontado a importância de uma campanha apoiada no combate aos algorítimos e manipuladores de rede. Para isto, é preciso que o Presidente Lula, como protagonista maior nestas eleições, possa dedicar maior tempo para realizar entrevistas para os meios de comunicações públicos e progressistas, comunitários e redes sociais, esclarecendo as realizações de seu governo. Situação que não será resolvida com o tempo de televisão dos candidatos, pois enquanto vamos ter em torno a 5 minutos por dia, a direita terá 4 minutos e estará fazendo o seu trabalho sujo durante 24 horas.

É importante a decisão do PT de lançar o primeiro ato político da candidatura no Estádio da Vila Euclides, no polo industrial de São Bernardo do Campo (SP), com a participação dos sindicatos e da classe operária.  A simbologia do berço histórico onde o dirigente operário, Lula, criou o Partido dos Trabalhadores, imprime importância ao lançamento da coligação Federação Brasil Esperança, PDT, PSB, PSOL, organizações sindicais, entidades da sociedade civil, empresários nacionalistas, movimento estudantil, artistas e setores progressistas. A tática de alianças é fundamental, mas quem deve dirigir rumo à superação dos interesses neo-liberais burgueses é a classe trabalhadora, e seu projeto independente.

Uma das principais tarefas depois da reeleição do Presidente Lula é a convocação de todos os segmentos da sociedade para discutir como avançar no projeto econômico e político de transformações socialistas e mudanças urgentes que o Brasil necessita em função de erradicar definitivamente a pobreza, o desemprego e os sem-tetos; em defesa da verdadeira democracia do direito à vida (não só a do voto) com consulta popular, orçamento participativo (cada legislador deve render contas da sua atuação). É essencial avançar numa Reforma Agrária solidária com a agricultura familiar, com o MST, e todos os projetos da FETAEMG, FETRAF e UNICAFE, e superar a dependência ao agronegócio dos latifúndios.

 

É urgente avançar na defesa da soberania nacional sobre os recursos naturais (água, terras raras, petróleo, gás, lítio, floresta), com um Estado mais forte e presente na Petrobrás, Eletrobrás, numa possível Terrabrás e Empresa estatal de energias renováveis, na reabertura da Avibrás. A decisão de Lula reativar a indústria de defesa militar (Avibrás) paralisada há mais de 3 anos, adquire uma importância no contexto interno e global da guerra. É bom destacar que a nova decisão foi tomada após a pressão do movimento dos sindicatos metalúrgicos de São José dos Campos. A participação do capitão de fragata, Robison Farinazzo, neste debate, indica a relevância de uma política de convocação aos setores nacionalistas das Forças Armadas à que Lula demonstra estar atento para a defesa da soberania nacional. As relações bilaterais com a Coréia do Sul e sobretudo a China, vão no campo da negociação das terras raras, mas com aquisição de tecnologia de exploração nacional e independente, cedida por esses países.  É fundamental uma política exterior que impulsione uma Frente-Antimperialista e integradora da América Latina, apoiada no BRICS (e na relação comercial com China/Rússia), solidária com Cuba, Venezuela, México, Irã e o povo da Palestina.

30 de julho de 2026
Manifesto Eleitoral
PosadistasHoje

Foto destaque: Lula no Alvorada (Foto: Ricardo Stuckert)

 

 

 

 

 

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